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Uma equipa de trabalho do programa Marinho do WWF Moçambique realizou, de 30 de Março a 10 de Maio do ano em curso, uma série de actividades no Parque Nacional das Quirimbas, uma zona de conservação onde o WWF apoia vários projectos.
Das actividades realizadas destacam-se o curso de mergulho “Quilaléa lodges” para o pessoal técnico envolvido na monitoria de santuários no parque, a divulgação dos resultados dos estudos sobre a Monitoria de Santuários e avaliação do stock da pesca artesanal, para as comunidades do parque, um programa de educação ambiental também para as comunidades do parque, e trabalhos de monitoria de santuários nas Ilhas do Ibo, Matemo e Quirimba. Para além da equipa do WWF, estiveram também envolvidos nas actividades, o pessoal técnico do Parque Nacional das Quirimbas, entre fiscais, marinheiros, conselheiros, pescadores marinheiros, para além das comunidades do parque, entre estudantes, líderes comunitários e religiosos, entidades governamentais e elementos da polícia local.
De acordo com a Bióloga do WWF envolvida nos trabalhos, Lara Muaves, os principais problemas levantados nos locais de trabalho estão relacionados com a fraca fiscalização nos santuários, falta de incentivos para os fiscais e deficiências dos canais de comunicação, tanto sobre as actividades dos fiscais, quando estes reportam casos de violação no local, como no tratamento dos casos reportados à Administração do parque. Segundo ela, os fiscais queixaram-se de dificuldades na condução de casos reportados.
Para minimizar estes problemas, os fiscais colocaram como medida a introdução de incentivos ou salários para os fiscais comunitários bem como do número destes e introdução de mais programas de educação ambiental.
No que diz respeito aos trabalhos de monitoria se santuários, Muaves revelou o aparecimento de Diagramma pictum na Ilha do Ibo, uma espécie não habitual naquela região, bem como o registo da mesma diversidade em relação às amostragens anteriores. Em Matemo registou-se maior diversidade especifica em relação aos outros santuários e, quanto à Ilha Quirimba, houve registo de quantidade e tamanho de indivíduos maior no santuário em relação às amostragens anteriores.
Durante este período, a equipa teve também uma deslocação à Ilha de Angoche, com o objectivo de fazer a marcação do Santuário de Sangage e um estudo preliminar a fim de se determinar a metodologia para a monitoria do mesmo santuário. |